A maioria das pessoas nunca passou por uma tentativa de assalto.
E é exatamente por isso que, quando acontece, não sabe como reagir.
Não existe um guião perfeito para estas situações. Mas existem princípios que aumentam — ou diminuem — drasticamente as tuas hipóteses de sair bem. Passar por uma tentativa de assalto é daquelas situações que ninguém espera viver.
Quando pensamos nisso, imaginamos cenários extremos — armas apontadas, violência, tensão. No “melhor” dos casos, existem furtos onde nem sequer damos pela presença do assaltante.
Mas a realidade é simples: Sim! Pode acontecer. E quando acontece, não há tempo para pensar demasiado. Por isso, estar minimamente preparado faz diferença.
Em situações destas, pode ser útil olhar para o problema de outra perspetiva. A perspetiva de quem está do outro lado. Um assaltante, na maioria dos casos, tem um objetivo claro: obter algo — normalmente dinheiro — da forma mais rápida possível, para isso, recorre à intimidação, à pressão e, por vezes, à violência, no entanto no fundo o que essa pessoa procura é simples — o mínimo de resistência possível. Algo como entrar, obter o que procura e sair rapidamente.
Mas tão importante como perceber o que um assaltante quer…
é perceber o que ele não quer.
Situações imprevisíveis aumentam o risco para ambos os lados.
Alguém que entra em pânico, que reage de forma impulsiva ou que desafia diretamente pode provocar uma escalada desnecessária. Até mesmo alguém que bloqueia completamente pode tornar-se um problema numa situação já tensa.
O que fazer numa situação destas?
Ao compreender estas dinâmicas, torna-se mais fácil adotar comportamentos que aumentam as hipóteses de segurança.
Na maioria dos casos, uma postura colaborativa e controlada é a opção mais segura.
Manter a calma e a clareza — apesar de difícil — permite perceber melhor o que está a acontecer.
Pequenos sinais como o tom de voz, a forma de agir ou o nível de nervosismo do agressor podem dar indicações importantes.
E essas indicações só são visíveis para quem consegue manter algum nível de controlo.


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