A Arte de Estar Pronto

Preparação física e mental para situações reais.

Sem fantasia. Sem ilusões.

Apenas o que funciona sob pressão.

Autor: cristianborralho@hotmail.com

  • PRESSÃO: A FORÇA QUE TE PODE DESTRUIR OU TORNAR MAIS FORTE

    De certeza já deves ter sentido aquela pressão no trabalho quando tens de fazer um serviço mais rápido, o teu chefe não sai perto de ti porque precisa disso feito o mais rápido possível e tu começas a trabalhar mais rápido a tua mente fica mais focada e ao mesmo tempo mais preocupada e mais cautelosa. Ou talvez já a tenhas sentido durante um treino onde te obrigaste a ir mais longe do que conseguias e mesmo assim seguiste em frente. Tudo isso trata-se de pressão, pressão que é exercida sobre nos ou a pressão que nos exercemos sobre nos mesmos, de qualquer das maneiras esta é uma forca que pode ser destrutiva ou construtiva.

    Queres saber mais sobre esta força que te pode forjar na melhor das tuas versões?

    Queres aprender se a pressão na tua vida esta a ser usada de maneira correta?

    Queres conhecer os perigos e as vantagens desta força?

    Neste artigo vamos te dar essas respostas e muitas outras ideias para levares para a tua vida, por isso pega na tua melhor caneta, trás o teu caderno de bolso e segue connosco neste artigo!

    Pressão: Do que se trata?

    Para melhor entendermos os efeitos da pressão devemos primeiro entender o que ela é de facto. A pressão é um estado de tensão mental e emocional gerado por exigências externas ou internas. Ela pode surgir em exigências normais do dia a dia, como prazos apertados, dificuldades em tarefas, desafios, e tambem pode surgir em relações sociais toxicas, intimidações e humilhações e perfecionismo extremo.

    A pressão pode vir de estímulos exteriores e tambem de estímulos criados por nos próprios. Tanto um como outro pode trazer benefícios ou malefícios tudo depende da dose e da intenção que é aplicada.

    Quando se sente pressão, seja ela de que tipo for, é como se um alerta despertasse em nós, fazendo automaticamente o nosso coração acelerar e a nossa mente pesar. Mas para melhor analisar os efeitos da pressão em diferentes casos para melhor a compreender.

    Pressão: No local de trabalho

    Um exemplo simples para analisarmos a pressão no local de trabalho seria imaginar que num certo dia o nosso chefe nos entrega uma tarefa que teria de ser resolvida com urgência para aquele mesmo dia sabendo que não teríamos tempo suficiente para a resolver.

    Perante essa situação, num primeiro momento a nossa mente começaria a pensar desde o plano A ao Z em segundos, analisando todas as opções possíveis para concluir a tarefa a tempo. Cada opção que riscamos da nossa lista mental acrescenta uma certa pressão mental sobre nos mesmos, desencadeado uma serie de estímulos corporais como a tensão muscular e a elevação da pressão arterial. Ao fim de alguns segundos, encontramos uma solução plausível que sabemos que so a vamos conseguir cumprir se formos rápidos nas diversas tarefas que delineamos para a execução dessa função. A partir desse momento a nossa mente entra em hyperfoco, ignorando quase completamente os estímulos exteriores, ficamos mais rápidos e mais precisos nos nossos movimento e pensamentos, executando as tarefas mais rápido com mais rigor.

    E se não conseguíssemos arranjar uma solução?

    No exemplo anterior analisamos um desfecho positivo ao sentir pressão no trabalho, mas o que aconteceria se desse tudo errado durante a nossa tentativa e ficássemos sem tempo para resolver a tarefa.

    Bom neste caso a pressão psicológica podia aumentar de tal maneira a criar pânico na pessoa. Por vezes dá para ver quando alguém se deixou dominar pela pressão, a pessoa sente-se encurralada, sem rumo, pode chegar ate ser sufocante em casos mais extremos, é uma sensação de incapacidade.

    Isto acontece porque certas pessoas não conseguem encontrar soluções ou ver outras alternativas para alem daquilo a que lhe é proposto ficando apenas num jogo binário entre o tudo ou nada. Lidar com a pressão requer controlo emocional caso contrário somos completamente pressionados.

    Pressão como forja de crescimento

    Vimos anteriormente que a pressão é capaz de acelerar os nossos movimentos criar resiliência dar híper foco, então como usar essas características a nosso favor?

    É possível criares pressão sobre ti próprio de forma a acelerar o teu rendimento, criando desafios. Pressiona-te a ler 10 páginas por dia, pressiona-te a correr 10 minutos a mais, pressiona-te a comer comida saudável mais vezes, pressiona-te a teres melhor rendimento no trabalho. Este ato de auto pressão acaba por te dar crescimento a nível físico como psicológico uma vez que te vai dar mais destreza nos teus movimentos e ao mesmo tempo dar resiliência psicológica.

    E tu como tens usado a pressão na tua vida? Tu utilizas a pressão ou ela tem o controlo sobre ti?

  • As melhores práticas para construir um corpo forte e saudável

    As melhores práticas para construir um corpo forte e saudável

    Quem não gosta de olhar para o espelho depois um banho bem tomado e ver um corpo bonito e saudável? E quantas vezes esperas te ansiosamente pelo verão para poderes mostrar o teu corpo definido que te custou tanto tempo a construir? Ou até poder finalmente comprar a roupa que já andavas a namorar, agora que tens um corpo melhor?

    Mas um corpo forte e saudável não se define só pela parte estética, cuidar e aperfeiçoar o nosso corpo deve ser uma preocupação diária pois é com ele que vamos passar a nossa vida, usamos o corpo diariamente para tudo o que fazemos.

    Mas será que sabes algumas das mais importantes praticas para construíres um belo corpo forte e saudável? Será que estás a cuidar devidamente do teu corpo? Se tens dúvidas sobre se estás a tratar o teu corpo da melhor forma, veste o fato de treino, pega uma água e fica connosco neste artigo!

    Prática Nº1: Exercício Físico

    No que toca a exercício físico é de extrema importância que sejam feitos treinos de força numa média de 3 a 5 vezes por semana. Treinos estes que focam em exercícios compostos como: agachamentos, flexões, elevação de quadril entre outros. Tenta ao máximo encontrar exercícios que envolvam a maior parte de grupos musculares pois assim ativas mais áreas do teu corpo em simultâneo. Após estares confortável na forma como fazes o exercício tenta fazer 3 series de 15 para cada exercício. Se fores bem-sucedido, podes passar para um exercício mais difícil.

    Não te esqueças de implementar na tua rotina exercícios cardiovasculares e de alongamentos, que para além de ajudarem na saúde do coração tambem são ótimos para recuperação antes e pós treino.

    Prática Nº2: Alimentação

    Fizes -te um treino extremamente exigente, sentes os teus músculos doridos e tensos, então nada melhor que um bom consumo de proteínas, pois estas são fundamentais para a recuperação e construção muscular, sempre que possas inclui na tua refeição alimentos como peixe, carnes magras, ovos pois estes são ricos em proteínas.

    O consumo de água regularmente ao longo do teu dia é de extrema importância uma vez que ao o fazeres manténs um metabolismo constante, auxilia-te no bom funcionamento celular para alem de te deixar hidratado o que é super bom para a pele. Outra dica bastante importante no que toca a alimentação é variar os estados físicos das tuas refeições, por exemplo se fizeres uma refeição solida no pequeno almoço, tenta fazer ma refeição líquida ao lanche, batidos sãos extremamente fáceis de consumir e tem um potencial nutritivo excelente caso escolhas os alimentos certos.

    Prática Nº3: Recuperação através do descanso

    É durante o sono que que o musculo cresce, mas não penses que basta fechar os olhos e acordar no dia seguinte para estares totalmente recuperado. O corpo para regenerar devidamente durante o sono precisa de cumprir certos requisitos. Por exemplo se fores dormir logo apos uma grande refeição o teu corpo vai gastar a maior parte da energia na refeição e menos na regeneração muscular. Quando se diz que deves dormir pelo menos 7 horas, pretende-se que nesse tempo o teu corpo consiga passar pelas 4 fases que constituem o sono. Passar por essas 4 fases é crucial para a boa reestruturação do corpo. Pensa nisto como um edifício que precisa de manutenção elétrica, a equipa de manutenção so poderá trabalhar no edifício quando toda a eletricidade estiver fechada da mesma forma os efeitos regeneradores do sono so poderão trabalhar quando o teu corpo estiver em repouso absoluto.

    Construir um corpo forte e saudável não depende apenas de um único fator.

    O verdadeiro progresso acontece quando treino, alimentação e descanso trabalham juntos.

    Treinar desenvolve o corpo, a alimentação fornece os recursos necessários para ele evoluir e o descanso permite a recuperação física e mental. Quando um destes pilares falha, todo o processo fica comprometido.

    Num mundo onde muitas pessoas procuram resultados rápidos, é importante perceber que um corpo preparado constrói-se com consistência, disciplina e tempo.

    Mais do que estética, cuidar do corpo é investir na tua energia, na tua saúde, na tua confiança e na tua capacidade de enfrentar os desafios do dia a dia.

    Porque no final, um corpo forte não é construído apenas para parecer bem… é construído para responder quando mais precisas dele.

  • As principais vantagens de ter um corpo forte e saudável

    As principais vantagens de ter um corpo forte e saudável

    Muita gente negligencia quando se trata do próprio corpo, muita gente tende a viver normalmente desde que o corpo não dê problemas, e só faz alguma coisa a respeito quando se sente doente ou com dores. Mas já te perguntaste quais são as vantagens de construir um corpo saudável diariamente? Será que manter um corpo forte e saudável transforma a nossa vida ou vai deixar tudo igual? Terá um corpo forte e saudável influência no nosso trabalho diário e vida profissional ou não tem nada a haver? Estas e outras questões serão analisadas neste artigo por isso vai buscar um copo com água, prepara uma saladinha e vamos a isto!

    Vantagem Nº 1: Estética

    Quando adotamos praticas de hábitos saudáveis com o nosso corpo sejam elas através da alimentação, descanso, higiene cuidada, treino, inevitavelmente o nosso corpo adapta-se e transforma-se. Essa transformação acaba por ser notória a todos os que te rodeiam. A tua imagem começa a ficar mais limpa, mais firme, o teu corpo começa a exalar uma “aura” mais forte, mais saudável, mais confiante, com mais energia. Não só ficas mais elegante fisicamente como tambem ficas mais autoconfiante e essa autoconfiança já vem naturalmente com a construção destes hábitos. Outra vantagem de ter um corpo forte e saudável é que qualquer roupa fica bem num corpo bem construído, pensa nisso.

    Vantagem Nº 2: Energia e disposição

    Quando se trata de energia há três pilares principais aos quais se deve ter atenção: treino, alimentação e descanso. Se o teu trabalho já for bastante desgastante a nível físico então nesse caso basta apenas focares no pilar da alimentação e do descanso. De qualquer forma se estes pilares forem deviamente respeitados, vais notar bastante mais energia no início do teu dia, vais recuperar bem mais rápido depois de um dia exaustante. Durante o teu dia vais notar que tarefas que ao princípio seriam mais exigentes acabam por se tornar mais fáceis, terás mais disposição para resolver problemas mais complexos tanto a nível físico como intelectual.

    Mas não só isso, tornares te uma pessoa com mais energia e mais disposição vai te realçar perante as outras, vai te tornar mais proativo mais rápido na resolução de problemas. E quem não gosta de ter uma pessoa desenrascada na própria equipa?

    Vantagem Nº 3: Saúde

    Apesar de todos os artigos e factos dados pela ciência sobre os benefícios de uma vida saudável para a própria saúde, não é demais frisar aqui de novo a sua vantagem. O corpo humano é como qualquer máquina que conhecemos, sofre desgaste ao longo do tempo e precisa de manutenção constante para se manter a trabalhar de forma eficiente. A nossa saúde segue a mesma ideologia.

    Assim como um motor de um carro, o nosso corpo necessita de alimentos de qualidade e nas corretas proporções e variedade para se manter saudável ao longo do tempo caso contrário, ao fornecer combustível e óleo de fraca qualidade ao motor este acaba por chegar ao fim de vida bem mais cedo que o estimado.

    No caso da nossa energia podemos tomar como exemplo o carregar da bateria de um telemóvel. Imagina que durante a noite tu carregas 90% da energia do teu corpo, nesse mesmo dia a noite gastas até ter uns 10%, ao adormeceres acabas por recuperar até aos 80%, ou seja 10% a menos do que o dia anterior e 20% a menos do total que poderias ter. Isto não acontece de forma tão literal, mas acontece. Ao não adotares hábitos saudáveis de descanso, vais inevitavelmente ter menos energia para usar no teu dia a dia, por isso certifica-te de carregar bem esse telemóvel durante a noite.

    Conclusão é imperativo e extremamente vantajoso que cuides da tua máquina o melhor que conseguires, só poderás desempenhar bem o teu papel e ajudar aqueles que mais gostas se primeiro estiveres bem.

    No final, ter um corpo forte e saudável vai muito além da aparência física.

    Um corpo preparado dá-te mais energia, mais resistência, mais confiança e uma maior capacidade de enfrentar situações difíceis do dia a dia.

    A força física influência também a mente. Quando sabes que és capaz de suportar esforço, desconforto e pressão, a tua postura perante a vida muda completamente.

    Num mundo cada vez mais confortável e sedentário, cuidar do corpo deixou de ser apenas uma questão estética. Tornou-se uma forma de preparação.

    Preparação para o stress, para os desafios e para os momentos em que precisas que o teu corpo responda sem hesitar.

    Porque no final, parte de estarmos prontos começa precisamente por aquilo que carregamos todos os dias: o nosso próprio corpo.

  • A importância da postura antes de qualquer conflito

    A importância da postura antes de qualquer conflito

    Já te perguntaste como a postura que tu tens no dia a dia pode ter influência sobre o meio a tua volta? Alguma vez desta conta da importância que a tua postura tem e como ela influencia as outras pessoas? E o que é isso de manter a postura? É ter um corpo forte? É ter a cabeça sempre erguida?

    Neste artigo vamos aprofundar sobre a importância de manter uma postura independentemente da situação, vamos tambem ver o que se entende por manter a postura e vamos perceber a sua real importância. Por isso mantem a cabeça erguida e fica connosco neste artigo!

    O que é de facto ter postura?

    Postura Física VS Postura Comportamental

    A postura é muitas vezes a base da primeira impressão que se transmite aos outros, ter postura significa assumir uma atitude, coerente e respeitosa perante a vida. No entanto este é um conceito que se divide em duas partes: a postura física e a postura comportamental e ambas devem estar em sintonia para potencializar o seu impacto.

    Começando com a postura física, esta implica que o teu corpo esteja alinhado tanto em pé sentado ou em movimento. Coisas como manter a coluna direita, ombros relaxados, pés afastados á largura dos ombros são características ideias para alguém que se mostra perfeitamente confiante e posturado.

    Manter estas características físicas, mostra sobretudo poder, poder que tu tens sobre ti mesmo, essa “aura” é transmitida inconscientemente a todos os que te rodeiam, fazendo com que as pessoas te vejam como alguém de respeito credibilidade e poder.

    Quebrar essa postura, seja em que situação for, quebra a confiança por ela gerada, se tomarmos como exemplo uma arvore que pouco ou nada oscila seja em que temporal for e outra arvore que quase verga quando o clima agrava, qual dessas arvores darias mais confiança?

    No caso da postura comportamental, já se valoriza mais o modo de agir tanto em sociedade como no trabalho e em qualquer outro grupo social. A arte do “saber estar” incide em alguns pontos comuns básicos comuns a qualquer pessoa.

    Um deles é a autoconfiança e elegância, aqui pretende-se sobretudo manter a calma sob pressão e comunicar com uma postura de segurança e clara. Pretende-se basicamente que independentemente da situação, que a tua postura permaneça firme e isso mostra-se tanto através da comunicação como na maneira como se age.

    Outro ponto de extrema relevância é o respeito a ética e o posicionamento. Aqui pretende-se que a pessoa aja de forma cordial com os outros membros do grupo sabendo ouvir os outros e ao mesmo tempo construir uma imagem de integridade tanto com as palavras como nas ações. Usar tanto as palavras e ações para demonstrar convicção nas próprias ideias e opiniões sem deixar de ser empático e flexível. Manter integridade ética e agir conforme as próprias palavras e ideias é a forma mais forte de mostrar uma postura de confiança e confiável.

    Manter a postura durante um conflito

    Em situações de conflito, independentemente da gravidade da situação, é imperativo manter a postura custe o que custar. É exatamente nestas situações que a postura pode determinar todo o desfecho do conflito. Imaginando que alguém nos aborda com o objetivo de intimidar, se nesse momento demonstrares fraqueza e vulnaburalidade o opositor terá brecha e confiança para continuara a intimidar e fazer o que pretender. No entanto se nesse momento decisivo a tua postura for de confiança e apesar das tentativas de ameaça e intimidação te mantiveres uma aura forte e não vacilares, o opositor vai acabar por recuar, vai pensar duas vezes ou até retirar-se mas uma coisa é certa se mostrares o mais pequeno sinal de fraqueza qualquer pessoa seja num pequeno ou grande conflito, vai usar essa mesma fraqueza a seu próprio favor.

    Mas manter a postura não significa agir sem medo ou tentar parecer invencível. Significa manter o controlo sobre ti mesmo, mesmo quando a pressão aumenta. Muitas vezes a forma como olhas, falas e reages transmite mais do que qualquer palavra. Pessoas mal intencionadas procuram fragilidade, hesitação e medo.

    Quando manténs a calma, a clareza e uma presença firme, deixas de parecer um alvo fácil.

    E por vezes, essa diferença é suficiente para evitar que o conflito avance ainda mais.

  • A diferença entre o medo e o pânico

    Neste artigo vamos abordar as diferenças entre o medo e o pânico. Porque sentimos um e outro, saber se é possível controlar o medo e saber tambem se é possível dominar o pânico. Dois estados muito fortes da condição humana e os grandes demónios da maioria das pessoas.

    O que é o medo?

    O sentimento de medo é algo natural. Quando sentimos medo significa que o nosso corpo se sente em perigo com determinada situação e automaticamente vai ativar as regiões do corpo necessárias para assegurar a sobrevivência, tratando se assim de um mecanismo natural de defesa.

    O medo hoje em dia, ajuda a proteger contra perigos físicos e tambem contra ameaças psicológicas e sociais, ameaças essas com grande peso e influencia nos dias de hoje devido ás várias formas de conexão trazidas pelas redes sociais.

    Porem, o medo não é igual para todas as pessoas, o contacto com algo novo é geralmente causador de medo, mas o que dita os diferentes medos de cada pessoa são normalmente, experiências passadas, crenças, traumas ou imaginações.

    Se uma criança tomar um susto a noite, enquanto passa por uma casa abandonada, é muito provável que essa criança adquira um medo por casas abandonadas devido á experiência negativa no seu passado. O medo de agir tem uma origem semelhante, se uma pessoa falhar várias vezes seguidas quando tenta fazer algo novo, isso pode fazer com que a pessoa deixe de tentar devido as experiências negativas anteriores, o que nada mais é do que uma medida de defesa que o nosso corpo adota.

    Embora toda a conotação negativa que a palavra medo carrega e tem carregado ao longo dos tempos, a verdade é que o medo é uma herança emocional necessária para preservar a vida. È um indicador que nos ajuda a navegar pela vida de forma segura e que se não for bem administrado é capaz de nos bloquear de fazer coisas novas.

    O que é o Pânico?

    O pânico já é algo mais delicado, primeiramente o pânico é algo que acontece com alguma imprevisibilidade. O pânico pode surgir de um perigo claro e óbvio, mas tambem pode surgir sem razão alguma, do completo nada. Mas define-se como pânico como um medo avassalador, uma situação sem escapatória. O corpo ao sentir que não tem escapatória de uma determinada situação entra em pânico, desencadeado um conjunto de reações físicas que podem simular um enfarte ou gerar sensação de morte iminente.

    Ataques de pânico duram geralmente entre 15 a 30 minutos, mas o esgotamento físico e mental eu provoca é muito intenso.

    Vivencias traumáticas tambem podem gerar ataques de pânico. Não são comuns, por isso se vivenciados frequentemente podem ser sianl de perturbação de pânico sendo caso de ajuda especializada.

    No entanto para chegar ao estado de pânico é preciso vivenciar um nível bastante elevado de medo. Numa situação normal quando sentimos muito medo de algo, podemos fugir ou afastarmo-nos, mas se sentirmos medo num quarto fechado sem podermos fugir? Nesse caso o medo acumularia e escalaria de tal forma que a pessoa entraria em pânico.

    Chegando ao estado de pânico, quem governa é o instinto primitivo da pessoa, perdendo complemtamente o controlo de si mesmo.

    Por muito desagradável que sejam estas duas emoções, ter a consciência do que são e como atuam é um passo muito importante para melhor as controlar. Ter mos consciência de que determinada situação nos pode dar medo ou trazer pânico dá nos liberdade para melhor nos preparamos adequadamente.

    Já alguma vez sentis te pânico de algo? Como deste a volta por cima? Deixa nos comentários a tua historia.

  • 3 técnicas de respiração para te manteres calmo e focado

    Já respiras te fundo depois de um dia stressante de trabalho? E quem nunca respirou fundo, o ar puro junto ao mar ou no campo? Ou então estas mais familiarizado com aquela inspiração funda que se dá antes de pegar em algo pesado. Pois bem, em todos estes casos respirar faz-nos acalmar, trás nos paz mas tambem no trás força. Neste artigo vou te dar 3 técnica de respiração práticas para usares em qualquer altura do teu dia, técnicas essas que não so te vao manter calmo como tambem te vao ajudar a permanecer focado por mais tempo.

    1º Técnica: Respiração profunda controlada

    Uma respiração profunda e controlada ajuda a reduzir a ansiedade e a recuperar clareza, podes usar esta técnica depois de um dia stressante ou depois de algum exercício que exigiu demasiado do teu folgo.

    Esta técnica é bastante simples de executar, simplesmente limita te a inspirar fundo o máximo que conseguires. Uma inspiração profunda e lenta deve chegar até encher os pulmões por completo. Após alguns segundos expira suavemente, sente cada pressão de ar a sair como se de um balão cheio se tratasse. Aqui podes usar tanto a boca como o nariz.

    Dica: fechar os olhos durante todo o processo ajuda a concentrar na respiração ignorando o que se passa no exterior.

    Lembra-te que uma das formas mais rápidas de reduzir o stress é desacelerar a respiração de forma consciente. Quando respiramos fundo e lentamente, o corpo entende que o perigo imediato diminuiu, ajudando a reduzir o estado de alerta excessivo.

    2º Técnica: Respiração de observação

    Esta técnica é para te ajudar a voltar ao momento presente quando a cabeça se encontra difusa, o que acontece em momentos de muita pressão ou ansiedade. A mente tem tendência a divagar entre o passado e o futuro em uma fração de segundos, esta técnica é para te ajudar a calibrar os pensamentos de volta ao presente.

    Para esta técnica vamos desenhar um quadrado imaginário com os dedos, basta apontar para um local aleatório e começar a deslocar os dedos como se tivéssemos a desenhar um quadrado, no entanto o truque está em inspirar e expirar em cada aresta que passamos.

    Aresta 1 – inspirar | Aresta 2 – expirar | Aresta 3 – inspirar | Aresta 4 – expirar

    Concentrar-te apenas na tua respiração ajuda-te a voltar ao presente e recuperar clareza mental, apenas observa a tua respiração sem alterar ritmo sente o ar a entrar e sair.

    3º Técnica: Respiração explosiva

    O objetivo deste técnica de respiração é te dar foco e energia de forma rápida para alguma tarefa que estiveres para fazer. podes tambem usar esta respiração em treinos ou algo que exija energia imediata.

    Para este técnica basta fazer uma inspiração forte e rápida pelo nariz seguida de um expiração curta e poderosa pela boca, podendo repetir umas 3 vezes seguidas. Para te dar uma ilustração do uso deste tipo de respiração é só imaginar que tens um machado comprido nas mãos e queres cortar um bloco de madeira ao meio. Esta técnica encaixa-se perfeitamente a este caso e pode ser usada em outros semelhantes.

    E estas são as três técnicas de respiração que podes usar como ferramentas para o teu dia-a-dia.

  • Porque congelamos em situações de perigo (e como evitar)

    A maioria de nós já deve ter passado por momentos de medo ou de pressão onde o corpo simplesmente congelou ou então onde surgiu uma vontade imensa de fugir. Ter medo, inseguranças perante situações novas é normal, o nosso corpo está equipado com um sistema primitivo de sobrevivência que nos manda constantemente sinais para nos manter a salvo. Mas porque é que as vezes sentimos tanto medo ao ponto de congelar? Será que é possível não ficar paralisado em situações de perigo? Como é que o nosso corpo avalia se aquela situação é ou não perigosa?

    Fica comigo, pois neste artigo vamos mergulhar fundo sobre estas e outras perguntas, por isso deixa o medo de lado e vamos lá!

    Freezing: congelar em situações de ameaça

    Congelar ou paralisar quando sentimos medo ou quando estamos numa situação muito stressante não é falta de coragem, é uma característica primitiva ligada ao nosso instinto de sobrevivência. Quando estamos perante uma situação desse nível o nosso cérebro ativa uma serie de estratégias automáticas para avaliar ameaças e evitar deteções, uma dessas estratégias é o chamado freezing.

    Historicamente, ficar imóvel era uma estratégia de sobrevivência em casos onde a fuga se mostrava inviável. Nesses casos o corpo diminui os movimentos ao máximo quase como uma forma de passar despercebido. Com o avançar dos estudos sobre o funcionamento do cérebro, chegou-se a conclusão que essa imobilidade momentânea não é uma escolha consciente mas sim uma resposta predefinida do nosso próprio instinto de sobrevivência.

    Perigo real ou Falso alarme: como é que o corpo distingue?

    No nosso corpo existe um mecanismo automático responsável por analisar se uma situação é ou não de perigo. Este sistema automático, atua antes mesmo de termos consciência racional da situação. É como se fosse um radar biológico super avançado que analisa as situações em tempo real, indicando se são ou não perigosas para o nosso bem-estar.

    No entanto, embora esse sistema tenha sido projetado para detetar perigos reais, nem sempre ele é infalível. Podemos dizer que é um radar que deteta qualquer situação com potencial de perigo.

    Escusado será dizer que este sistema difere de pessoa para pessoa, no entanto na maioria dos casos, situações novas causa um grande pico de stress. Enfrentar algo novo e desconhecido obriga-nos a sairmos da nossa zona de conforto e o nosso sistema de sobrevivência odeia isso.

    Será possível não paralisar em situações de perigo?

    Embora o facto de paralisar ser uma reação involuntária do sistema nervoso, é sim possível treinar o corpo e a mente para minuir a resposta de congelamento em situações de perigo. Para isso ser possível tem de haver preparação previa do cérebro em reconhecer as várias situações de perigo e ajuda-lo a perceber o que merece ou não a nossa atenção, um pouco como calibrar o nosso sensor de perigo. É tambem útil treinar o corpo e usar técnicas de respiração para manter a calma e a plenitude.

  • Respiração: porque ela é tão importante?

    Respiração: porque ela é tão importante?

    Para quem faz desporto, a respiração é muito importante. Em desportos de competição somos desafiados a controlar a respiração, não podemos acelerar o ritmo dos nossos movimentos por muito tempo seguido, com o risco de perder o folgo, e portanto temos de controlar quando usar a respiração para relaxar e quando a usar para acelerar.

    A respiração tambem desempenha um papel muito importante quando se trata de fazer força. Quem nunca respirou fundo antes de levantar algo pesado do chão. Ou até para rachar um tronco com um machado, instintivamente respiramos fundo para aplicar a força antes do corte.

    Repara que o controlo correto da respiração permite que faças diversas coisas e a mais importante delas é o controlo que ela te dá sobre ti mesmo principalmente em situações de stress e conflito. A respiração não serve só para relaxar quando estamos no campo ou na praia e queremos inspirar uma boa lufada de ar puro, ela permite mudares de estado – estado de completo caos, par um estado de controlo e plenitude.

    Estado de caos e estado de clareza

    Independentemente da situação, se alguma vez, no teu dia a dia, te encontrares sob pressão, experimenta ir para um sitio calmo e respirar fundo uma ou duas vezes, nao só vais sentir clareza, como tambem irás sentir uma certa paz e segurança. Estás a mudar de um estado de completo caos para um de clareza e controlo. Enquanto estás num estado de caos, ou seja um estado de conflito de stress de pressão, és muita vez levado a agir por impulso e isso é perfeitamente normal. Quando o cérebro tem pouco fluxo de oxigénio, o pensamento fica confuso e as decisões ficam impulsivas. Após a respiração profunda e repetida o cérebro “acalma” melhorando a tomada de decisão e a clareza sobre a situação.

    Respiração em caso de conflito

    Na iminência de um conflito a situação pode escalar de uma forma muito rápida, fazendo com que tenhamos menos tempo para respirar e todo esse fluxo seja necessário ser usado para movimentos rápidos e improvisados. A verdade é que ninguém sabe como reagir quando determinada situação escala sem controlo. No entanto o controlo da respiração serve sobretudo para acharmos o caminho certo mediante o efeito de caos e descontrolo. Quando estas no mar e entras em pânico porque estás a tentar nadar para um lado quando a força do mar te leva para outro, acabas por perder as forças rapidamente e ficar por ali, enquanto que se acalmares, analisares a situação podes usar a situação a teu favor.

    No final, a respiração é muito mais do que um processo automático do corpo. É uma ferramenta. Uma das poucas que tens sempre contigo e que consegues controlar em qualquer situação. Seja no desporto, no esforço físico ou num momento de tensão, a forma como respiras pode determinar como pensas, como ages e como reages. Entre o caos e a clareza, muitas vezes existe apenas uma pausa. Uma respiração.

    Quem aprende a controlar a respiração, aprende a controlar o próprio estado. E quem controla o seu estado… está sempre um passo a frente.

  • Os sinais de perigo que a maioria das pessoas ignora antes de um confronto

    Os sinais de perigo que a maioria das pessoas ignora antes de um confronto

    Vivemos numa sociedade que nos oferece um nível de conforto tão grande que a grande maioria de nós não vive com medo de a qualquer altura entrar num confronto pessoal. Vivemos o nosso dia a dia, fazendo as tarefas que temos de fazer sem a preocupação constante de que em algum momento alguém mal intencionado pode surgir. Mas essas pessoas existem e esse momento pode surgir. Por vezes a sociedade dá nos uma falsa sensação de segurança, mas será que estamos sempre seguros?

    Um dos grandes erros que a maioria comete é baixar a guarda independentemente da situação, para alem de nos tornar vulneráveis deixa o nosso tempo de reação mais lento a uma possível abordagem mal intencionada.

    Obvio que existem situações mais propicias a conflitos do que outras, no entanto muitos ainda ignoram os sinais de perigo que antecedem a um possível confronto e é isso que vamos ver neste artigo.

    1 – Observação excessiva

    Um dos sinais mais óbvios é quando alguém fica constantemente a olhar para nós ou na nossa direção. É difícil nao ficar a olhar para algo que queremos, isso é um grande indicador que a pessoa em questão ou achou algo de estranho em nós ou está a pensar em algo que nos envolva.

    2 – Aproximação estranha

    Por vezes subtil mas tambem um sinal para ter em mente é a aproximação estranha individual ou em grupo. Alguém que pretende entrar em confronto vai sempre procurar maneiras de se aproximar de ti sem te aperceberes afim de dar o primeiro golpe, nunca te esqueças disso.

    3 – Invasão do espaço social

    Outro sinal claro é a invasão do espaço pessoal sem motivo aparente. Todos nós temos uma “zona de conforto” natural — uma distância que mantemos com desconhecidos.
    Quando alguém entra nesse espaço de forma repentina ou insistente, isso deve ser visto como um alerta. Em muitos casos, essa aproximação não é inocente.
    Pode ser uma forma de te pressionar, testar a tua reação ou até preparar uma ação mais agressiva.

    Se sentires que alguém está demasiado próximo sem necessidade, não ignores esse sinal.

    4 – Mudança de comportamento

    Mudanças bruscas de comportamento também são um indicador importante.

    Alguém que parecia calmo e, de repente, altera o tom de voz, a postura ou a forma de se mover, pode estar a preparar-se para algo.

    O corpo muitas vezes “denuncia” intenções antes da ação acontecer.
    Pequenos sinais como tensão muscular, olhar fixo ou movimentos mais rápidos podem indicar que a situação está prestes a escalar.

    Ignorar estas mudanças pode fazer com que reajas tarde demais.

    Identificar estes sinais não significa viver com medo. Significa estar atento. Porque na maioria das situações, a diferença entre reagir a tempo e reagir tarde está na capacidade de reconhecer o que está a acontecer antes de acontecer.

  • O que fazer numa tentativa de assalto: como reagir e manter o controlo

    O que fazer numa tentativa de assalto: como reagir e manter o controlo

    A maioria das pessoas nunca passou por uma tentativa de assalto.
    E é exatamente por isso que, quando acontece, não sabe como reagir.

    Não existe um guião perfeito para estas situações. Mas existem princípios que aumentam — ou diminuem — drasticamente as tuas hipóteses de sair bem. Passar por uma tentativa de assalto é daquelas situações que ninguém espera viver.

    Quando pensamos nisso, imaginamos cenários extremos — armas apontadas, violência, tensão. No “melhor” dos casos, existem furtos onde nem sequer damos pela presença do assaltante.

    Mas a realidade é simples: Sim! Pode acontecer. E quando acontece, não há tempo para pensar demasiado. Por isso, estar minimamente preparado faz diferença.

    Em situações destas, pode ser útil olhar para o problema de outra perspetiva. A perspetiva de quem está do outro lado. Um assaltante, na maioria dos casos, tem um objetivo claro: obter algo — normalmente dinheiro — da forma mais rápida possível, para isso, recorre à intimidação, à pressão e, por vezes, à violência, no entanto no fundo o que essa pessoa procura é simples — o mínimo de resistência possível. Algo como entrar, obter o que procura e sair rapidamente.

    Mas tão importante como perceber o que um assaltante quer…
    é perceber o que ele não quer.

    Situações imprevisíveis aumentam o risco para ambos os lados.

    Alguém que entra em pânico, que reage de forma impulsiva ou que desafia diretamente pode provocar uma escalada desnecessária. Até mesmo alguém que bloqueia completamente pode tornar-se um problema numa situação já tensa.

    O que fazer numa situação destas?

    Ao compreender estas dinâmicas, torna-se mais fácil adotar comportamentos que aumentam as hipóteses de segurança.

    Na maioria dos casos, uma postura colaborativa e controlada é a opção mais segura.

    Manter a calma e a clareza — apesar de difícil — permite perceber melhor o que está a acontecer.

    Pequenos sinais como o tom de voz, a forma de agir ou o nível de nervosismo do agressor podem dar indicações importantes.

    E essas indicações só são visíveis para quem consegue manter algum nível de controlo.