Em algum momento, quase toda a gente já pensou: “se fosse comigo, teria reagido melhor”. Essa sensação de controlo dá uma falsa confiança.
A verdade é que a maioria das pessoas acredita que está preparada para um confronto físico real, mas essa confiança raramente é testada e quando a situação deixa de ser observada e passa a ser vivida, a realidade revela algo diferente.
O problema não está na falta de vontade – está na forma como essa preparação é construída
Neste artigo vou te explicar o porquê, da maioria das pessoas não estar preparada para um confronto real, tanto as pessoas que já possuem algum conhecimento em desportos de luta como as que nao possuem experiencia alguma.
O que acontece de facto quando se vive um confronto real?
Quando te encontras num confronto real – muitas vezes espontâneo – é como entrares em cena numa peça de teatro, sem qualquer roteiro, onde os personagens desempenham o seu papel sem esperar por ti.
Com a diferença de que, aqui, as consequências podem ser graves se falhares.
Para quem já treinou sabe que trocar golpes com o adversário, acontece quase sempre num ambiente controlado onde ambos têm a mínima noção do que cada um vai fazer e responder de acordo. Trata-se de repetidas simulações de forma a aperfeiçoar a técnica individual de cada um. Pode sempre haver improviso no entanto as técnicas treinadas são sempre familiares aos dois praticantes. Para alem de que cada um sabe minimamente os pontos fortes e fracos do seu adversário podendo assim ja ter uma leitura predefinida antecipadamente feita.
O que não acontece em ambiente hostil.
Num ambiente hostil és obrigado a mover-te, com ou sem preparação. Com ou sem o teu consentimento. Não há segundas oportunidades.
E o que acontece na maioria dos casos?
O corpo da pessoa entra em um estado de ansiedade tão extremo que o corpo entra em estado de sobrevivência e esse estado é binário, ou seja so tem duas opções, lutar ou correr.
Quem consegue manter o controlo nesse momento — e agir com frieza e clareza — tem uma vantagem real. Porque é aí que a diferença se faz.
Controlar esse estado não é algo automático — e exige preparação específica que a maioria das pessoas nunca desenvolve.
E lembra-te: Dá o teu máximo e boa sorte nos campos de batalha!


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