A Arte de Estar Pronto

Preparação física e mental para situações reais.

Sem fantasia. Sem ilusões.

Apenas o que funciona sob pressão.

Porque congelamos em situações de perigo (e como evitar)

A maioria de nós já deve ter passado por momentos de medo ou de pressão onde o corpo simplesmente congelou ou então onde surgiu uma vontade imensa de fugir. Ter medo, inseguranças perante situações novas é normal, o nosso corpo está equipado com um sistema primitivo de sobrevivência que nos manda constantemente sinais para nos manter a salvo. Mas porque é que as vezes sentimos tanto medo ao ponto de congelar? Será que é possível não ficar paralisado em situações de perigo? Como é que o nosso corpo avalia se aquela situação é ou não perigosa?

Fica comigo, pois neste artigo vamos mergulhar fundo sobre estas e outras perguntas, por isso deixa o medo de lado e vamos lá!

Freezing: congelar em situações de ameaça

Congelar ou paralisar quando sentimos medo ou quando estamos numa situação muito stressante não é falta de coragem, é uma característica primitiva ligada ao nosso instinto de sobrevivência. Quando estamos perante uma situação desse nível o nosso cérebro ativa uma serie de estratégias automáticas para avaliar ameaças e evitar deteções, uma dessas estratégias é o chamado freezing.

Historicamente, ficar imóvel era uma estratégia de sobrevivência em casos onde a fuga se mostrava inviável. Nesses casos o corpo diminui os movimentos ao máximo quase como uma forma de passar despercebido. Com o avançar dos estudos sobre o funcionamento do cérebro, chegou-se a conclusão que essa imobilidade momentânea não é uma escolha consciente mas sim uma resposta predefinida do nosso próprio instinto de sobrevivência.

Perigo real ou Falso alarme: como é que o corpo distingue?

No nosso corpo existe um mecanismo automático responsável por analisar se uma situação é ou não de perigo. Este sistema automático, atua antes mesmo de termos consciência racional da situação. É como se fosse um radar biológico super avançado que analisa as situações em tempo real, indicando se são ou não perigosas para o nosso bem-estar.

No entanto, embora esse sistema tenha sido projetado para detetar perigos reais, nem sempre ele é infalível. Podemos dizer que é um radar que deteta qualquer situação com potencial de perigo.

Escusado será dizer que este sistema difere de pessoa para pessoa, no entanto na maioria dos casos, situações novas causa um grande pico de stress. Enfrentar algo novo e desconhecido obriga-nos a sairmos da nossa zona de conforto e o nosso sistema de sobrevivência odeia isso.

Será possível não paralisar em situações de perigo?

Embora o facto de paralisar ser uma reação involuntária do sistema nervoso, é sim possível treinar o corpo e a mente para minuir a resposta de congelamento em situações de perigo. Para isso ser possível tem de haver preparação previa do cérebro em reconhecer as várias situações de perigo e ajuda-lo a perceber o que merece ou não a nossa atenção, um pouco como calibrar o nosso sensor de perigo. É tambem útil treinar o corpo e usar técnicas de respiração para manter a calma e a plenitude.

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