A autoestima é um daqueles conceitos de que todos falam, mas que poucas pessoas compreendem verdadeiramente. Muitas vezes associamos autoestima à aparência física, à confiança ou à forma como nos apresentamos perante os outros. No entanto, a autoestima vai muito além disso. Trata-se da forma como nos vemos a nós próprios, do valor que acreditamos ter e da confiança que depositamos nas nossas capacidades.
Ao longo da vida somos constantemente expostos a comparações, críticas, fracassos e desafios que podem influenciar a forma como pensamos sobre nós mesmos. Com o tempo, essas experiências podem fortalecer a nossa autoestima ou, pelo contrário, enfraquecê-la de forma significativa.
O problema é que uma autoestima baixa não afeta apenas a forma como nos sentimos. Afeta as decisões que tomamos, as oportunidades que aproveitamos ou deixamos escapar, a forma como nos relacionamos com os outros e até a nossa capacidade de enfrentar situações difíceis.
Por isso, desenvolver uma autoestima saudável não é uma questão de vaidade ou orgulho. É uma questão de preparação. Porque quando acreditamos em nós próprios, tornamo-nos mais resilientes perante os obstáculos, mais confiantes perante a adversidade e mais capazes de construir a vida que desejamos.
O que é a autoestima?
De forma simples, a autoestima é gostar de si mesmo e gostar de viver a própria vida. Trata-se da forma como nos avaliamos tanto física como psicologicamente.
A autoestima não é um conceito constante, ou seja, ela não permanece igual ao longo do tempo, há momentos que temos uma grande autoestima e há outros momentos onde temos uma fraca autoestima.
Uma alta autoestima significa que reconhecemos o nosso próprio valor e temos confiança suficiente nas nossas capacidades para enfrentar qualquer obstáculo. Tendo uma alta autoestima faz com que sejamos mais resilientes, otimistas e seguros para estabelecer limites, torna-nos mais assertivos e mais confiantes para tomar decisões. Somos mais condescendes connosco mesmo celebrando as nossas conquistas e a tratar-nos com mais gentileza.
Por outro lado, ter uma baixa autoestima significa que desacreditamos das nossas próprias habilidades, duvidamos de nós próprios, as nossas decisões tornam se indecisas a perceção da realidade fica distorcida e exageradamente negativa. Torna-se mais comum adotarmos uma autocritica mais severa, priorizamos a opinião alheia por desvalorizarmos a nossa ao mesmo tempo tentamos desesperadamente sermos aceites pelos outros, desenvolvemos um medo profundo da rejeição e do fracasso.
Quais são os fatores que influenciam a nossa autoestima?
A autoestima é algo que já possuímos naturalmente, ela aumenta ou diminui consoante as atitudes que tomamos e tambem através de alguns fatores externos que não dependem diretamente de nós.
Pensa na autoestima como se tratasse da questão da saúde. Ter mais ou menos saúde depende dos hábitos que adotas com o teu corpo. Se ficares o dia inteiro deitado no sofá a ver televisão a comer doces e salgados a tua saúde vai diminuir, não só a saúde física como a saúde mental, por outro lado se praticares exercício físico, fizeres uma boa alimentação e descansares devidamente, vais te sentir com mais energia e o teu corpo vai estar mais forte e cheio de vitalidade.
A autoestima por sua vez trabalha de maneira semelhante.
Ao longo da tua vida vais tomar decisões, vais agir de determinada forma e essas ações vão influenciar a tua autoestima. Se tiveres vários fracassos na tua vida profissional, repetidos a tua autoestima vai baixar, vais te sentir como um falhado, o contrário também é verdade, ou seja, se tiveres vários sucessos repetidos na tua vida profissional a tua autoestima vai estar nas alturas.
Sabendo disso cabe a nós próprios direcionar a nossa autoestima dando a ela um sentido certo.
Imagina que delineaste um certo objetivo, e os últimos resultados que tiveste na direção desse mesmo objetivo têm sido negativos, então a tua autoestima vai decair, nesse momento cabe a ti procurar alternativas que façam a tua autoestima voltar ao topo. Fazer algo que gostes, fazer algo que és realmente bom costuma resultar.
Como aumentar a autoestima e impedir que ela desça demasiado?
Como vimos anteriormente é possível direcionar a tua autoestima de modo a que ela pelo menos não desça demasiado. No nosso percurso de vida os fracassos sempre vão aparecer, muitos deles podem até ser inevitáveis, isso quebra-nos. No entanto com a maneira de pensar correta dá para usar os fracassos a nosso favor. Aqui vão algumas dicas para ajudar a teres um melhor controlo da tua autoestima.
1º – Olha-te no espelho, uma conversa cara a cara
Olha te no espelho ou para uma fotografia tua, a pessoa que tu ves, es tu mesmo, com os seus defeitos e com os seus atributos. É uma pessoa com as suas felicidades e as suas tristezas. Olha para essa pessoa como se fosse o teu melhor amigo, tem compaixão por ele, ajuda-o quando ele mais precisar, dá-lhe sempre os melhores conselhos, orienta-o para os melhores caminhos, não o abandones, aprende a respeita-lo, a admira-lo a ser fiel, a lutarem juntos. Se te vires a ti mesmo como um melhor amigo vais ser muito mais condescendente quando os erros aparecerem, vais ser mais rigoroso contigo mesmo, vais ter as palavras certas para te levantares quando caíres e ter força para te levantares sozinho.
2º – Podes fazer comparações, desde que não seja com os outros
Fazer comparações com os outros para além de ser uma luta injusta, é ridículo. Qualquer pessoa que te compares não vai ter a mesma realidade que tu, não vai ter os mesmos ideais que tu, não passou por aquilo que passas-te, não conheceu as mesmas pessoas que tu, não começou com as mesmas oportunidades que tu, logo uma comparação seria no mínimo ridícula.
Podes, no entanto, comparar-te com o teu “eu” de ontem, em relação a ontem quanto a mais produziste? Quantas flexões fizeste a mais? Quantas páginas leste a mais? Quantas pessoas fizeste sorrir a mais?
Se adotares este tipo de comparação a tua autoestima vai subir e o teu crescimento vai escalar exponencialmente.


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