A Arte de Estar Pronto

Preparação física e mental para situações reais.

Sem fantasia. Sem ilusões.

Apenas o que funciona sob pressão.

Categoria: Desenvolvimento Pessoal

  • O PERIGO DA ZONA DE CONFORTO

    O PERIGO DA ZONA DE CONFORTO

    Aposto que já prometeste a ti mesmo um monte de tarefas que irias começar a fazer e que a última da hora, acabas por as deixar de lado. É um problema muito comum no entanto nada produtivo, chama-se estar na zona de conforto.

    Sabes o que significa de facto estar numa zona de conforto? Sabes quais são as suas implicações na tua vida? Gostarias de sair da tua zona de conforto e não sabes como, neste artigo tenho a resposta a essas perguntas.

    O que é estar na zona de conforto?

    A zona de conforto é um estado em que nos sentimos seguros, familiarizados e no controlo da situação. É composta pelos hábitos, rotinas e comportamentos que já conhecemos bem e que não exigem grande esforço físico, mental ou emocional.

    À primeira vista, isto pode parecer algo positivo. Afinal, todos gostamos de nos sentir seguros e confortáveis. O problema surge quando passamos demasiado tempo dentro dessa zona e começamos a evitar tudo aquilo que nos desafia.

    Pensa numa pessoa que gostaria de melhorar a sua condição física, mas adia constantemente o início dos treinos porque se sente confortável com os seus hábitos atuais. Ou alguém que gostaria de conhecer novas pessoas, mas evita situações sociais por receio de sentir desconforto. Em ambos os casos, o conforto imediato acaba por impedir o crescimento a longo prazo.

    A zona de conforto não é necessariamente um lugar físico. É sobretudo um estado mental. É o conjunto de escolhas que fazemos para evitar o desconforto, a incerteza, o risco de falhar ou a possibilidade de sermos julgados pelos outros.

    O problema é que o crescimento raramente acontece dentro daquilo que já dominamos. As competências desenvolvem-se quando somos desafiados. A confiança constrói-se quando enfrentamos situações novas. A força física surge quando o corpo é sujeito a esforço. E a resiliência nasce quando aprendemos a lidar com dificuldades.

    Por isso, embora a zona de conforto possa transmitir uma sensação temporária de segurança, permanecer nela durante demasiado tempo pode transformar-se numa das maiores barreiras ao desenvolvimento pessoal. Quanto mais nos habituamos ao conforto, mais difícil se torna enfrentar aquilo que nos faz crescer.

    Porque a zona de conforto pode ser perigosa?

    Apesar do nome transmitir uma sensação positiva, a zona de conforto pode tornar-se perigosa quando passamos demasiado tempo dentro dela. Isto acontece porque aquilo que nos dá conforto hoje pode limitar aquilo que somos capazes de alcançar amanhã.

    Quando evitamos constantemente situações que nos desafiam, deixamos de desenvolver competências importantes. A confiança diminui, a capacidade de adaptação enfraquece e qualquer mudança ou dificuldade começa a parecer maior do que realmente é. Com o tempo, acabamos por nos habituar a uma vida previsível, onde tudo permanece igual.

    O problema é que a vida raramente permanece igual durante muito tempo.

    Surgem novos desafios, problemas inesperados, mudanças profissionais, dificuldades pessoais e situações para as quais não estávamos preparados. E quanto menos nos habituamos a lidar com o desconforto, mais difícil se torna enfrentar esses momentos quando eles inevitavelmente aparecem.

    Pensa, por exemplo, numa pessoa que evita fazer exercício físico porque prefere o conforto de ficar em casa. Inicialmente não existe qualquer consequência visível. No entanto, ao longo dos anos, a falta de atividade física acaba por afetar a saúde, a energia e a qualidade de vida. O mesmo acontece com muitas outras áreas. Pequenas escolhas confortáveis repetidas diariamente podem produzir grandes limitações no futuro.

    Existe ainda outro perigo: a ilusão de segurança. Muitas vezes acreditamos que estamos seguros porque tudo está a correr bem no presente. No entanto, não é a ausência de dificuldades que nos prepara para os desafios da vida, mas sim a nossa capacidade de os enfrentar quando surgem.

    Por isso, o verdadeiro perigo da zona de conforto não é o conforto em si. É a estagnação que ele pode provocar. Quando deixamos de aprender, de experimentar coisas novas e de desafiar os nossos limites, deixamos também de crescer.

    E numa vida em constante mudança, deixar de crescer é uma das formas mais rápidas de ficar para trás.

    Como sair da zona de conforto?

    Sair da zona de conforto não significa fazer mudanças radicais de um dia para o outro nem procurar situações extremas apenas para provar alguma coisa a alguém. Na maioria das vezes, o crescimento acontece através de pequenos desafios repetidos ao longo do tempo.

    Pode ser iniciar uma conversa que normalmente evitarias, experimentar uma nova atividade, começar a treinar, aprender uma nova competência ou simplesmente fazer algo que te causa algum desconforto. O importante não é a dimensão do desafio, mas sim a disposição para enfrentá-lo.

    Muitas pessoas esperam sentir-se preparadas antes de agir. Esperam pelo momento ideal, pela confiança perfeita ou pela ausência de medo. No entanto, a realidade é que essas coisas raramente surgem antes da ação. Tal como a confiança se constrói através das experiências, também a capacidade de lidar com o desconforto se desenvolve quando nos expomos gradualmente a ele.

    Cada vez que enfrentas uma situação nova, estás a expandir os limites da tua zona de conforto. Aquilo que hoje parece difícil ou intimidante poderá tornar-se algo natural no futuro. É assim que o crescimento acontece: não através de grandes transformações repentinas, mas através de pequenas vitórias acumuladas ao longo do tempo.

    No final, a zona de conforto não é um inimigo. Todos precisamos de momentos de estabilidade e segurança. O verdadeiro problema surge quando permitimos que ela se transforme numa prisão invisível que limita aquilo que podemos ser.

    Porque a vida recompensa aqueles que estão dispostos a avançar para além do que lhes é familiar. E muitas vezes, aquilo que procuramos — mais confiança, mais força, mais experiência e mais crescimento — encontra-se precisamente do outro lado do desconforto.

    Estar pronto não significa viver sem medo ou sem dúvidas. Significa continuar a avançar apesar delas.

  • Disciplina: O ingrediente secreto

    Disciplina: O ingrediente secreto

    Uma das qualidades mais importantes e ao mesmo tempo mais mal-entendida pelas pessoas. Uma qualidade muitas vezes relacionada com prisão, mas é das qualidades que mais liberta.

    Neste artigo vou explicar o que é de facto a disciplina, vou tambem explicar os benéficos que a disciplina trás para a tua vida, quais são as diferenças entre a disciplina e a motivação e, caso estejas interessado, dicas para te tornares mais disciplinado.

    O que é a disciplina?

    A disciplina é uma das qualidades mais importantes que uma pessoa pode desenvolver ao longo da vida. No entanto, é também uma das mais mal compreendidas. Muitas pessoas associam disciplina a rigidez, sofrimento ou a uma vida sem prazer, quando na realidade a disciplina é simplesmente a capacidade de fazer aquilo que precisa de ser feito, mesmo quando não temos vontade de o fazer.

    Todos nós temos objetivos. Queremos melhorar a nossa condição física, aprender uma nova competência, ganhar mais confiança, criar hábitos saudáveis ou alcançar determinado resultado. O problema é que a motivação, por si só, raramente é suficiente para nos levar até ao fim. Existem dias em que nos sentimos inspirados e cheios de energia, mas também existem dias em que estamos cansados, desmotivados ou simplesmente sem vontade de agir.

    É precisamente nesses momentos que a disciplina faz a diferença.

    Enquanto a motivação depende do estado emocional do momento, a disciplina depende de uma decisão consciente. É ela que nos faz levantar para treinar quando preferíamos ficar no sofá, estudar quando preferíamos distrair-nos ou continuar a trabalhar num objetivo quando os resultados ainda não apareceram.

    A disciplina não elimina as dificuldades nem torna o caminho mais fácil. O que ela faz é permitir-nos avançar apesar delas. É a capacidade de manter uma direção mesmo quando surgem obstáculos, distrações ou momentos de dúvida.

    No fundo, a disciplina é uma forma de compromisso connosco próprios. É a escolha diária de agir de acordo com aquilo que queremos construir para o nosso futuro, em vez de agir apenas de acordo com aquilo que sentimos no momento presente.

    Disciplina VS Motivação

    É comum ouvirmos as pessoas dizerem que precisam de mais motivação para alcançar os seus objetivos. No entanto, a verdade é que a motivação e a disciplina são duas coisas completamente diferentes.

    A motivação é um estado emocional. Surge quando estamos inspirados, entusiasmados ou quando algo desperta o nosso interesse. Depois de assistir a um vídeo inspirador, ler um livro ou definir um novo objetivo, é normal sentirmo-nos cheios de energia e vontade de agir. O problema é que a motivação é temporária. Tal como aparece, também desaparece.

    Existem dias em que acordamos cheios de vontade para treinar, trabalhar ou aprender algo novo. Mas também existem dias em que estamos cansados, desanimados ou simplesmente sem disposição para fazer aquilo que sabemos que devemos fazer. Se dependermos apenas da motivação, os nossos resultados irão oscilar ao ritmo das nossas emoções.

    A disciplina funciona de forma diferente.

    Enquanto a motivação nos faz começar, a disciplina faz-nos continuar. É ela que entra em ação quando o entusiasmo desaparece. É ela que nos faz cumprir aquilo que nos comprometemos a fazer, mesmo quando não temos vontade.

    Imagina duas pessoas com o mesmo objetivo de melhorar a sua condição física. A primeira treina apenas quando se sente motivada. A segunda treina mesmo nos dias em que prefere ficar em casa. Ao fim de alguns meses, é fácil perceber qual delas terá alcançado melhores resultados.

    Isto não significa que a motivação seja inútil. Pelo contrário. A motivação pode ser uma excelente forma de dar os primeiros passos e criar impulso. O problema surge quando acreditamos que ela estará sempre presente.

    A disciplina é mais confiável porque não depende do humor, da energia ou das circunstâncias. É uma decisão. E são precisamente essas pequenas decisões repetidas diariamente que, ao longo do tempo, produzem grandes resultados.

    No final, a motivação faz-te começar. A disciplina faz-te chegar ao destino.

    Como se tornar mais disciplinado?

    Muitas pessoas acreditam que a disciplina é algo com que se nasce, como se algumas pessoas fossem naturalmente disciplinadas e outras não. Na realidade, a disciplina é uma competência que pode ser desenvolvida através da prática e da repetição.

    O primeiro passo para desenvolver disciplina é deixar de depender da motivação. Se esperarmos sempre pelo momento perfeito para agir, acabaremos por adiar constantemente aquilo que queremos fazer. Em vez disso, devemos criar o hábito de agir independentemente da vontade que sentimos no momento.

    Outro fator importante é começar com objetivos realistas. Um dos erros mais comuns é tentar mudar demasiadas coisas ao mesmo tempo. Quando os objetivos são excessivamente ambiciosos, torna-se mais difícil mantê-los durante muito tempo. Pequenas ações consistentes tendem a produzir melhores resultados do que grandes esforços ocasionais.

    A criação de rotinas também desempenha um papel fundamental. Quanto mais vezes repetimos uma determinada ação, menos energia mental precisamos de gastar para a executar. Com o tempo, aquilo que inicialmente exigia esforço transforma-se num hábito.

    É igualmente importante aprender a aceitar o desconforto. A disciplina manifesta-se precisamente nos momentos em que não temos vontade de agir. Haverá dias em que estarás cansado, desmotivado ou distraído. Nesses momentos, fazer o mínimo necessário continua a ser melhor do que não fazer nada.

    Por fim, é importante compreender que a disciplina não exige perfeição. Haverá dias menos produtivos, falhas e momentos em que não conseguirás cumprir tudo aquilo que planeaste. O mais importante não é nunca falhar, mas sim voltar ao caminho assim que possível.

    A disciplina constrói-se da mesma forma que se constrói a força física: através de pequenas ações repetidas ao longo do tempo. Quanto mais vezes cumpres aquilo que prometes a ti próprio, mais forte se torna a confiança nas tuas capacidades e mais natural se torna agir de forma disciplinada.

    No final, ser disciplinado não significa fazer tudo na perfeição. Significa continuar a avançar, mesmo quando não te apetece.

  • TIMIDEZ: Um olhar crítico

    TIMIDEZ: Um olhar crítico

    A timidez é algo que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Algumas sentem-na apenas em situações específicas, como falar em público ou conhecer pessoas novas, enquanto outras convivem com ela diariamente ao ponto de limitar oportunidades, relacionamentos e experiências de vida.

    O mais curioso é que muitas pessoas tímidas possuem qualidades extraordinárias. São observadoras, refletidas e muitas vezes mais conscientes do ambiente à sua volta. No entanto, o receio de serem julgadas, rejeitadas ou de cometer erros acaba por as impedir de mostrar quem realmente são.

    Com o passar do tempo, a timidez pode transformar-se numa barreira invisível. Não porque seja impossível de ultrapassar, mas porque nos habituamos a viver dentro dela. Evitamos determinadas situações, deixamos oportunidades escapar e convencemo-nos de que “somos assim”.

    A boa notícia é que a timidez não é uma sentença permanente. Tal como qualquer outro comportamento, pode ser compreendida, trabalhada e gradualmente superada. Neste artigo vamos perceber porque surge a timidez e que passos podem ajudar a desenvolver mais confiança e segurança nas interações com os outros.

    Entender a timidez

    Para qualquer problema é preciso entender a razão lógica por detrás dele. Eu gosto de ir até á raiz do problema de forma lógica para descobrir o foco do problema.

    A timidez é uma característica da nossa personalidade que afeta diretamente o contacto social, um inibidor social ou até algo que filtra o contacto social. Esta manifesta-se na iminência de qualquer contacto social, independentemente da circunstância. Mas porque é que somos tímidos?

    A timidez nada mais é que um processo de autodefesa contra constrangimentos, vergonha, humilhação, medo de não ser aceite, entre outros. Este mecanismo de defesa está diretamente ligado ao medo primordial do ser humano de ser excluído do grupo. Todos nós queremos pertencer e sentir que pertencemos em algum lugar, a timidez é um mecanismo que atua nesse sentido. Mas vejamos o seguinte exemplo:

    Imagina que entras sozinho numa sala onde já se encontra um grupo de pessoas a conversar. Algumas conhecem-se entre si, riem, contam histórias e parecem completamente à vontade. Tu, por outro lado, não conheces praticamente ninguém.

    Assim que atravessas a porta, sentes imediatamente os olhares das pessoas. Mesmo que na realidade quase ninguém esteja a prestar atenção, a tua mente faz-te acreditar que todos estão a observar cada movimento teu.

    Começas a pensar demasiado em coisas simples: onde te sentar, como cumprimentar as pessoas, o que dizer para iniciar uma conversa ou até o que fazer com as mãos. O coração acelera ligeiramente, a respiração torna-se mais curta e surge um receio constante de dizer algo errado ou de parecer estranho.

    Enquanto as outras pessoas conversam naturalmente, tu permaneces em silêncio, não porque não tenhas nada para dizer, mas porque cada frase passa primeiro por um filtro mental excessivamente crítico. Pensas no que vais dizer, imaginas como os outros poderão reagir e acabas por não dizer nada.

    No final da situação, muitas vezes surge a sensação de arrependimento. Sabias que podias ter participado mais, conhecido pessoas novas ou simplesmente aproveitado melhor o momento, mas a timidez impediu-te de agir como realmente gostarias.

    Este exemplo mostra de forma clara o impacto da timidez sobre nós e é um excelente começo no processo de entendermos por completo este mecanismo de defesa e posteriormente encontrar medidas para nos tornarmos menos tímidos.

    Quais são os sintomas da timidez

    Assim como cada doença tem os seus sintomas característicos, tambem a timidez tem os seus. É extremamente importante identificar com clareza quais são esses sintomas para melhor trabalhar sobre eles.

    Linguagem corporal fechada: Um dos sinais mais comuns da timidez manifesta-se através da linguagem corporal. Mesmo sem dizer uma única palavra, o nosso corpo comunica constantemente como nos sentimos, e quando estamos tímidos isso torna-se bastante evidente.

    Pessoas tímidas tendem a adotar posturas mais fechadas e defensivas. É comum cruzarem os braços, evitarem contacto visual prolongado, manterem os ombros curvados para a frente ou procurarem ocupar o menor espaço possível. Em alguns casos, podem até baixar ligeiramente a cabeça ou evitar posicionar-se em locais onde se sintam mais expostas à atenção dos outros.

    Este comportamento acontece porque a pessoa procura, muitas vezes de forma inconsciente, proteger-se de possíveis julgamentos ou situações desconfortáveis. O problema é que essa mesma postura pode transmitir insegurança e falta de confiança, criando uma imagem diferente daquela que a pessoa realmente é.

    A boa notícia é que a linguagem corporal pode ser trabalhada. Pequenas mudanças na postura, no contacto visual e na forma como ocupamos o espaço podem não só alterar a forma como os outros nos percecionam, mas também a forma como nos sentimos em relação a nós próprios.

    Linguagem verbal retraída: Outro sinal muito comum da timidez manifesta-se na forma como comunicamos com os outros. Enquanto algumas pessoas falam de forma espontânea e descontraída, uma pessoa tímida tende a ser mais reservada e cautelosa nas suas palavras.

    É frequente responder apenas com frases curtas, evitar prolongar conversas ou sentir dificuldade em expressar opiniões e ideias, especialmente quando existem várias pessoas presentes. Muitas vezes não é por falta de conhecimento ou de vontade de participar, mas sim pelo receio de dizer algo errado, ser mal interpretado ou chamar demasiada atenção para si.

    Antes de falar, a pessoa tímida tende a analisar excessivamente aquilo que pretende dizer. Enquanto os outros comunicam de forma natural, ela passa vários segundos a pensar na melhor forma de formular uma frase, avaliando mentalmente todas as possíveis reações. Em muitos casos, quando finalmente decide falar, a conversa já mudou de assunto ou a oportunidade já passou.

    Com o tempo, este comportamento pode tornar-se um hábito. Quanto menos a pessoa participa, menos confiança ganha nas suas capacidades de comunicação, criando um ciclo difícil de quebrar. A boa notícia é que a comunicação é uma competência que pode ser desenvolvida. Quanto mais nos expomos a pequenas interações e conversas do dia a dia, mais natural se torna expressar aquilo que pensamos.

    Preocupação excessiva com a opinião das pessoas: Uma das principais características da timidez é a preocupação exagerada com aquilo que os outros pensam de nós. Embora seja normal preocuparmo-nos até certo ponto com a forma como somos vistos, uma pessoa tímida tende a levar essa preocupação muito mais longe.

    Antes de falar, agir ou até tomar decisões simples, surge frequentemente uma série de perguntas: “E se disser algo errado?”, “E se se rirem de mim?”, “E se acharem que sou estranho?”. Estes pensamentos fazem com que a pessoa fique constantemente presa à possibilidade de ser julgada pelos outros.

    O problema é que, na maioria das vezes, essa preocupação é muito maior na nossa cabeça do que na realidade. Enquanto estamos concentrados a analisar cada palavra, gesto ou comportamento, as outras pessoas estão geralmente ocupadas com os seus próprios pensamentos, preocupações e problemas.

    Esta necessidade constante de aprovação acaba por limitar a espontaneidade. Em vez de agir de acordo com aquilo que realmente pensamos ou sentimos, começamos a moldar o nosso comportamento para evitar críticas ou desaprovação. Com o tempo, isso pode afetar a confiança e tornar cada interação social mais desgastante.

    Aprender a aceitar que nem toda a gente vai gostar de nós, concordar connosco ou aprovar tudo o que fazemos é um dos passos mais importantes para ultrapassar a timidez. A opinião dos outros pode ser útil em algumas situações, mas não deve determinar a forma como vivemos a nossa vida.

    Modo de iniciar conversas: Para muitas pessoas tímidas, um dos momentos mais desconfortáveis numa interação social acontece logo no início: iniciar uma conversa.

    Enquanto algumas pessoas conseguem aproximar-se naturalmente de alguém e começar a falar sem grande dificuldade, uma pessoa tímida tende a pensar demasiado antes de dar esse primeiro passo. Surgem dúvidas como: “O que vou dizer?”, “E se a conversa não correr bem?”, “E se a outra pessoa não estiver interessada em falar comigo?”.

    Esta análise excessiva cria frequentemente uma barreira que impede a ação. Quanto mais tempo a pessoa passa a pensar, mais difícil se torna iniciar a conversa. Em muitos casos, a oportunidade acaba por passar e a pessoa fica com a sensação de que deveria ter tentado.

    O curioso é que a maioria das conversas não começa com frases perfeitas nem com assuntos extraordinários. Muitas vezes basta uma pergunta simples, um comentário sobre a situação em comum ou um cumprimento amigável para iniciar uma interação.

    A verdade é que iniciar conversas é uma competência social que se desenvolve com a prática. Quanto mais vezes nos expomos a pequenas interações do dia a dia, mais natural se torna dar o primeiro passo. O desconforto inicial pode nunca desaparecer completamente, mas deixa de ter poder suficiente para nos impedir de agir.

    Como perder a timidez gradualmente?

    Ultrapassar a timidez não significa transformar-te na pessoa mais extrovertida da sala nem mudar completamente a tua personalidade. Significa apenas deixar de permitir que o medo, a insegurança ou a preocupação com a opinião dos outros controlem as tuas ações.

    Tal como qualquer outra habilidade, a confiança desenvolve-se através da prática. Quanto mais te expões a situações que normalmente evitarias, mais percebes que muitas das preocupações que criavas na tua mente nunca chegam realmente a acontecer.

    O segredo não está em esperar pelo momento em que te vais sentir completamente preparado ou sem medo. Esse momento raramente chega. O verdadeiro progresso acontece quando decides agir apesar do desconforto. Uma pequena conversa, uma opinião partilhada, uma apresentação ou um simples cumprimento podem parecer coisas insignificantes, mas são precisamente esses pequenos passos que, acumulados ao longo do tempo, constroem confiança.

  • AUTOESTIMA: DESCOBRE O TEU POTENCIAL

    AUTOESTIMA: DESCOBRE O TEU POTENCIAL

    A autoestima é um daqueles conceitos de que todos falam, mas que poucas pessoas compreendem verdadeiramente. Muitas vezes associamos autoestima à aparência física, à confiança ou à forma como nos apresentamos perante os outros. No entanto, a autoestima vai muito além disso. Trata-se da forma como nos vemos a nós próprios, do valor que acreditamos ter e da confiança que depositamos nas nossas capacidades.

    Ao longo da vida somos constantemente expostos a comparações, críticas, fracassos e desafios que podem influenciar a forma como pensamos sobre nós mesmos. Com o tempo, essas experiências podem fortalecer a nossa autoestima ou, pelo contrário, enfraquecê-la de forma significativa.

    O problema é que uma autoestima baixa não afeta apenas a forma como nos sentimos. Afeta as decisões que tomamos, as oportunidades que aproveitamos ou deixamos escapar, a forma como nos relacionamos com os outros e até a nossa capacidade de enfrentar situações difíceis.

    Por isso, desenvolver uma autoestima saudável não é uma questão de vaidade ou orgulho. É uma questão de preparação. Porque quando acreditamos em nós próprios, tornamo-nos mais resilientes perante os obstáculos, mais confiantes perante a adversidade e mais capazes de construir a vida que desejamos.

    O que é a autoestima?

    De forma simples, a autoestima é gostar de si mesmo e gostar de viver a própria vida. Trata-se da forma como nos avaliamos tanto física como psicologicamente.

    A autoestima não é um conceito constante, ou seja, ela não permanece igual ao longo do tempo, há momentos que temos uma grande autoestima e há outros momentos onde temos uma fraca autoestima.

    Uma alta autoestima significa que reconhecemos o nosso próprio valor e temos confiança suficiente nas nossas capacidades para enfrentar qualquer obstáculo. Tendo uma alta autoestima faz com que sejamos mais resilientes, otimistas e seguros para estabelecer limites, torna-nos mais assertivos e mais confiantes para tomar decisões. Somos mais condescendes connosco mesmo celebrando as nossas conquistas e a tratar-nos com mais gentileza.

    Por outro lado, ter uma baixa autoestima significa que desacreditamos das nossas próprias habilidades, duvidamos de nós próprios, as nossas decisões tornam se indecisas a perceção da realidade fica distorcida e exageradamente negativa. Torna-se mais comum adotarmos uma autocritica mais severa, priorizamos a opinião alheia por desvalorizarmos a nossa ao mesmo tempo tentamos desesperadamente sermos aceites pelos outros, desenvolvemos um medo profundo da rejeição e do fracasso.

    Quais são os fatores que influenciam a nossa autoestima?

    A autoestima é algo que já possuímos naturalmente, ela aumenta ou diminui consoante as atitudes que tomamos e tambem através de alguns fatores externos que não dependem diretamente de nós.

    Pensa na autoestima como se tratasse da questão da saúde. Ter mais ou menos saúde depende dos hábitos que adotas com o teu corpo. Se ficares o dia inteiro deitado no sofá a ver televisão a comer doces e salgados a tua saúde vai diminuir, não só a saúde física como a saúde mental, por outro lado se praticares exercício físico, fizeres uma boa alimentação e descansares devidamente, vais te sentir com mais energia e o teu corpo vai estar mais forte e cheio de vitalidade.

    A autoestima por sua vez trabalha de maneira semelhante.

    Ao longo da tua vida vais tomar decisões, vais agir de determinada forma e essas ações vão influenciar a tua autoestima. Se tiveres vários fracassos na tua vida profissional, repetidos a tua autoestima vai baixar, vais te sentir como um falhado, o contrário também é verdade, ou seja, se tiveres vários sucessos repetidos na tua vida profissional a tua autoestima vai estar nas alturas.

    Sabendo disso cabe a nós próprios direcionar a nossa autoestima dando a ela um sentido certo.

    Imagina que delineaste um certo objetivo, e os últimos resultados que tiveste na direção desse mesmo objetivo têm sido negativos, então a tua autoestima vai decair, nesse momento cabe a ti procurar alternativas que façam a tua autoestima voltar ao topo. Fazer algo que gostes, fazer algo que és realmente bom costuma resultar.

    Como aumentar a autoestima e impedir que ela desça demasiado?

    Como vimos anteriormente é possível direcionar a tua autoestima de modo a que ela pelo menos não desça demasiado.  No nosso percurso de vida os fracassos sempre vão aparecer, muitos deles podem até ser inevitáveis, isso quebra-nos. No entanto com a maneira de pensar correta dá para usar os fracassos a nosso favor. Aqui vão algumas dicas para ajudar a teres um melhor controlo da tua autoestima.

    1º – Olha-te no espelho, uma conversa cara a cara

    Olha te no espelho ou para uma fotografia tua, a pessoa que tu ves, es tu mesmo, com os seus defeitos e com os seus atributos. É uma pessoa com as suas felicidades e as suas tristezas. Olha para essa pessoa como se fosse o teu melhor amigo, tem compaixão por ele, ajuda-o quando ele mais precisar, dá-lhe sempre os melhores conselhos, orienta-o para os melhores caminhos, não o abandones, aprende a respeita-lo, a admira-lo a ser fiel, a lutarem juntos. Se te vires a ti mesmo como um melhor amigo vais ser muito mais condescendente quando os erros aparecerem, vais ser mais rigoroso contigo mesmo, vais ter as palavras certas para te levantares quando caíres e ter força para te levantares sozinho.

    2º – Podes fazer comparações, desde que não seja com os outros

    Fazer comparações com os outros para além de ser uma luta injusta, é ridículo. Qualquer pessoa que te compares não vai ter a mesma realidade que tu, não vai ter os mesmos ideais que tu, não passou por aquilo que passas-te, não conheceu as mesmas pessoas que tu, não começou com as mesmas oportunidades que tu, logo uma comparação seria no mínimo ridícula.

    Podes, no entanto, comparar-te com o teu “eu” de ontem, em relação a ontem quanto a mais produziste? Quantas flexões fizeste a mais? Quantas páginas leste a mais? Quantas pessoas fizeste sorrir a mais?

    Se adotares este tipo de comparação a tua autoestima vai subir e o teu crescimento vai escalar exponencialmente.

  • CONFIANÇA: Natural ou conquistada?

    CONFIANÇA: Natural ou conquistada?

    Já te perguntaste como aquele teu amigo consegue ser corajoso em tudo o que faz, parece que está confortável com qualquer situação, até falar com aquela rapariga gira que a maioria tem medo de meter conversa e ele vai lá como se fosse a coisa mais natural do mundo. Será confiança ou estupidez cega? Como ele consegue? Se for confiança, será que é algo que nasce connosco ou é algo que se ganha ao longo do tempo?

    Falta de confiança é sem dúvida um tema que ainda gera muita polémica e muitas dúvidas. Aposto que já perdeste algumas oportunidades devido à falta dela.

    Mas esses dias vão acabar porque depois de leres este artigo vais conseguir transformar essa insegurança em força.

    O que é a confiança? Autoconfiança

    Vamos lá, ter confiança em nós mesmos ou sermos autoconfiantes é a capacidade de acreditarmos em nós mesmos, em reconhecer o valor que possuímos independentemente do julgamento alheio. Não se trata de não ter medo, mas sim de ter medo e agir apesar dele.

    Confiança vem de acreditar, sentires te seguro em relação a algo, ter fé. Confiar em alguém é poder colocar uma fita à frente dos olhos porque sabes que aquela pessoa vai agir corretamente segundo os vossos padrões. Confiança é como jogares um vídeo jogo com o teu amigo e poderes baixar o controlo porque sabes que ele vai conseguir acabar o jogo sozinho. Esse tipo de confiança é construída através da consistência recorrente das atitudes e do cumprimento de promessas uns com os outros é algo que se constrói e fortalece ao longo do tempo.

    Autoconfiança segue a mesma linha de pensamento, no entanto essa confiança é sobre nós próprios. Ter autoconfiança trata-se de construirmos, dia após dia, motivos para confiarmos em nós mesmos, seja por meio de atitudes, palavras ou ações. Cada ação que tomamos deve ser um tijolo a mais na construção desta confiança até ao ponto onde qualquer adversidade que possa surgir, já não vai importar uma vez que teremos confiança suficiente para ultrapassa-la.

    O medo é inimigo ou aliado?

    O medo atua como um aviso e não como um inibidor das tuas ações, ou seja, quando sentes medo ainda tens a opção de agir apesar dele. Deves encarar o medo como um sistema que te avisa frequentemente de situações perigosas.

    Este sistema está programado para nos manter seguros, entrar em situações novas, das quais nunca ouvimos falar, faz disparar este sistema automaticamente pois este quer dar nos o máximo conforto possível. Por isso e que entrar em situações novas nos dá tanto medo e receio.

    Ser autoconfiante implica agirmos sobre o nosso próprio medo. E ninguém é imune ao medo. Até as pessoas mais confiantes sentem medo. Então como e que elas conseguem agir com confiança mesmo assim?

    Autoconfiança: A travessia para além do medo

    Medos, inseguranças e receios todos nós temos, principalmente de situações novas que desconhecemos por completo. O nosso sistema quer manter nos seguros e entrar numa situação completamente nova faz nos sentir desconfortáveis.

    No entanto todos estamos de acordo que há situações novas que apesar de assustadoras é quase que obrigatório passar por elas.

    Tomemos como exemplo a entrada num novo trabalho, um ambiente totalmente novo, com pessoas novas, costumes novos, rotinas novas, tarefas novas, algo que não estávamos acostumados a fazer e tudo isso nos dá uma certa insegurança e receio, o que é perfeitamente normal. Como se trata de um trabalho que nos vai garantir dinheiro ao final do mês para podermos sobreviver, aquele receio da novidade do emprego novo acaba por ser ultrapassada pela necessidade.

    O nosso corpo ainda nos dá o sinal de desconforto por nos estarmos a aventurar em algo novo só que, no entanto, nós seguimos em frente do mesmo jeito.

    Conquistar a autoconfiança através do medo

    Sabendo como o medo e a insegurança funcionam, sabendo que eles atuam apenas para nos manter seguros de situações desconfortáveis e novas fica mais fácil manobrar a volta dele e conquistarmos a tão desejada autoconfiança.

    O melhor plano para chegar lá é um plano de ataque… Um ataque ao próprio medo e insegurança.

    De vez em quando experimenta colocar-te em situações novas. Perguntara alguma coisa a alguém estranho na rua, tentar um assunto novo com um amigo teu, ir a um sítio novo sozinho e voltar. Atira-te ao desconforto.

    Cada ação destas vai te dar confiança. São pequenas batalhas que depois de ganhas te vão dar cada vez mais confiança em ti mesmo, que provam que tu és capaz.

    Confiança vem com a prática constante.

  • RESILIÊNCIA: O ingrediente para o sucesso

    Quando se fala em ter sucesso, um dos fatores mais importantes é a resiliência. A resiliência pode ser definida como a habilidade de te manteres firme no teu caminho apesar das adversidades. E pensando bem, não é fácil ser resiliente nos dias de hoje por causa de todo acesso fácil que obtemos das coisas, o que faz com que a nossa tolerância ao que é difícil de obter seja menor e desse modo acabamos por desistir mais facilmente.  

    Neste artigo vamos explorar melhor sobre este conceito, vou te explicar como podes tornar-te uma pessoa mais resiliente e o efeito que isso pode trazer á tua vida. Por isso pega no teu bloco e numa caneta e vamos lá.

    O que é a Resiliência?

    A resiliência é um conceito que teve a sua origem da física e refere-se á propriedade que alguns materiais têm de recuperar a sua forma original após sofrerem pressão ou impactos, alguns exemplos de matérias resilientes são os elásticos e a cana de bambu.

    Apesar deste conceito ter começado no universo da física, alguns psicólogos, seculos mais tarde, começaram a usar o conceito de resiliência para as pessoas que demonstravam a mesma habilidade, mas deixa-me simplificar melhor este conceito.

    Ao longo da nossa vida, vão surgir muitas frustrações, sejam elas no emprego que pode não estar a correr tão bem, ou a pessoa que amamos nos ter deixado, ou perder alguém que gostávamos muito, ou um sonho que não estamos a conseguir alcançar, o facto é que, tal como na física, tambem estamos sujeitos a várias formas de sofrimento pressões e impactos emocionais. O exemplo de uma pessoa verdadeiramente resiliente é alguém que continua a seguir o seu caminho mesmo quando a vida a tenta derrubar.

    Resiliência: em busca dos nossos objetivos

    Imagina que estás a começar um projeto novo na tua vida, queres começar a montar o teu próprio negócio e então começas a dar os primeiros passos e a construir a tua ideia aos poucos. Num certo dia após horas de trabalho começas a avaliar que ainda não conseguis te tanto sucesso como imaginavas que ias ter. É nesse momento que surgem duas opções na tua cabeça: desistir ou insistir.

    Lembras-te da habilidade dos materiais que lhes permite voltar ao seu estado normal apos ter sido sujeitos a adversidades?

    Pois é nesse momento que começa o teu primeiro teste de resiliência.

    Porque as adversidades sempre vão existir, qualquer coisa que faças na vida tem sempre riscos associados, há sempre o risco de não ser bem-sucedido nas primeiras tentativas e isso não é necessariamente algo negativo, simplesmente é algo normal na vida, as adversidades fazem parte do caminho. Uma pessoa verdadeiramente resiliente atua com essa base de mentalidade. Essa pessoa sabe que uma hora ou outra as dificuldades vão bater a porta, são inevitáveis, então ela já se prepara, ela molda-se, ela adapta-se ela, assim como a cana do bambu, pode vergar, mas não quebra.

    As fundações para alguém resiliente

    Aqui vão as fundações, que eu acho, que qualquer pessoa deve ter para se tornar uma pessoa cada vez mais resiliente.

    • Conhecimento sobre as inevitabilidades: Antes de começares qualquer projeto, seja ele qual for, tens de ter noção que as adversidades sempre vão surgir. Esse é o facto primordial que tens de ter sempre presente. Por mais que uma situação pareça estar estável há sempre espaço para acontecer algo negativo. Se tiveres consciência de que as adversidades são uma constante na vida vais te sentir mais preparado e mais confiante quando elas surgirem.
    • Autoestima: É preciso ter uma certa mentalidade e um certo conforto com nós próprios para não vergar perante situações negativas. É muito fácil hoje em dia ficar a comparar nos uns com os outros principalmente para nos auto rebaixar e por sua vez criar desculpas para os nossos fracassos. No entanto é muito difícil pegar nos nossos erros e assimilar que fazem parte do nosso caminho de crescimento. Se cultivares autoestima é mais fácil direcionar os contratempos a teu favor como degraus do teu próprio crescimento.
    • Mergulhar no caos, mas aos poucos: Para te tornares mais resiliente é necessária uma componente teórica e uma componente prática. A componente teórica começa por ter consciência que a resiliência vem das decisões que tomam aos quando somos sujeitos a momentos difíceis. No entanto a componente pratica, começa por sermos nos a entrar em situações de conflito para conseguirmos lidar com os efeitos negativos dela e ficarmos mais fortes. Não é fazer loucuras nesse sentido, mas sim colocarmo nos em situações que nos tirem da zona de conforto

    Na tua jornada vais encontrar vários obstáculos, vai haver alturas em que te esforças ao máximo numa trajetória e ela não tem hora de dar frutos. No entanto isso não é um sinal para desistires, é um sinal que tens de mudar de plano para conseguires alcançar aquilo que tanto desejas. Assim como o bambu podes dobrar o máximo possível porem encontras sempre um jeito de voltar ao teu estado normal, de prevalecer sobre as adversidades.

    Mantem-te resiliente no teu caminho e acabaras por ter sucesso em tudo o que desejas.

  • PRESSÃO: A FORÇA QUE TE PODE DESTRUIR OU TORNAR MAIS FORTE

    De certeza já deves ter sentido aquela pressão no trabalho quando tens de fazer um serviço mais rápido, o teu chefe não sai perto de ti porque precisa disso feito o mais rápido possível e tu começas a trabalhar mais rápido a tua mente fica mais focada e ao mesmo tempo mais preocupada e mais cautelosa. Ou talvez já a tenhas sentido durante um treino onde te obrigaste a ir mais longe do que conseguias e mesmo assim seguiste em frente. Tudo isso trata-se de pressão, pressão que é exercida sobre nos ou a pressão que nos exercemos sobre nos mesmos, de qualquer das maneiras esta é uma forca que pode ser destrutiva ou construtiva.

    Queres saber mais sobre esta força que te pode forjar na melhor das tuas versões?

    Queres aprender se a pressão na tua vida esta a ser usada de maneira correta?

    Queres conhecer os perigos e as vantagens desta força?

    Neste artigo vamos te dar essas respostas e muitas outras ideias para levares para a tua vida, por isso pega na tua melhor caneta, trás o teu caderno de bolso e segue connosco neste artigo!

    Pressão: Do que se trata?

    Para melhor entendermos os efeitos da pressão devemos primeiro entender o que ela é de facto. A pressão é um estado de tensão mental e emocional gerado por exigências externas ou internas. Ela pode surgir em exigências normais do dia a dia, como prazos apertados, dificuldades em tarefas, desafios, e tambem pode surgir em relações sociais toxicas, intimidações e humilhações e perfecionismo extremo.

    A pressão pode vir de estímulos exteriores e tambem de estímulos criados por nos próprios. Tanto um como outro pode trazer benefícios ou malefícios tudo depende da dose e da intenção que é aplicada.

    Quando se sente pressão, seja ela de que tipo for, é como se um alerta despertasse em nós, fazendo automaticamente o nosso coração acelerar e a nossa mente pesar. Mas para melhor analisar os efeitos da pressão em diferentes casos para melhor a compreender.

    Pressão: No local de trabalho

    Um exemplo simples para analisarmos a pressão no local de trabalho seria imaginar que num certo dia o nosso chefe nos entrega uma tarefa que teria de ser resolvida com urgência para aquele mesmo dia sabendo que não teríamos tempo suficiente para a resolver.

    Perante essa situação, num primeiro momento a nossa mente começaria a pensar desde o plano A ao Z em segundos, analisando todas as opções possíveis para concluir a tarefa a tempo. Cada opção que riscamos da nossa lista mental acrescenta uma certa pressão mental sobre nos mesmos, desencadeado uma serie de estímulos corporais como a tensão muscular e a elevação da pressão arterial. Ao fim de alguns segundos, encontramos uma solução plausível que sabemos que so a vamos conseguir cumprir se formos rápidos nas diversas tarefas que delineamos para a execução dessa função. A partir desse momento a nossa mente entra em hyperfoco, ignorando quase completamente os estímulos exteriores, ficamos mais rápidos e mais precisos nos nossos movimento e pensamentos, executando as tarefas mais rápido com mais rigor.

    E se não conseguíssemos arranjar uma solução?

    No exemplo anterior analisamos um desfecho positivo ao sentir pressão no trabalho, mas o que aconteceria se desse tudo errado durante a nossa tentativa e ficássemos sem tempo para resolver a tarefa.

    Bom neste caso a pressão psicológica podia aumentar de tal maneira a criar pânico na pessoa. Por vezes dá para ver quando alguém se deixou dominar pela pressão, a pessoa sente-se encurralada, sem rumo, pode chegar ate ser sufocante em casos mais extremos, é uma sensação de incapacidade.

    Isto acontece porque certas pessoas não conseguem encontrar soluções ou ver outras alternativas para alem daquilo a que lhe é proposto ficando apenas num jogo binário entre o tudo ou nada. Lidar com a pressão requer controlo emocional caso contrário somos completamente pressionados.

    Pressão como forja de crescimento

    Vimos anteriormente que a pressão é capaz de acelerar os nossos movimentos criar resiliência dar híper foco, então como usar essas características a nosso favor?

    É possível criares pressão sobre ti próprio de forma a acelerar o teu rendimento, criando desafios. Pressiona-te a ler 10 páginas por dia, pressiona-te a correr 10 minutos a mais, pressiona-te a comer comida saudável mais vezes, pressiona-te a teres melhor rendimento no trabalho. Este ato de auto pressão acaba por te dar crescimento a nível físico como psicológico uma vez que te vai dar mais destreza nos teus movimentos e ao mesmo tempo dar resiliência psicológica.

    E tu como tens usado a pressão na tua vida? Tu utilizas a pressão ou ela tem o controlo sobre ti?